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Desporto e Nutrição

BEM VINDOS ao Blog "Desporto e Nutrição":

Apoio para obter esclarecimentos sobre Alimentação, Nutrição, comportamento alimentar eControlo do Peso.


Aos Leitores:

Antes de qualquer questão, entendo a v/ preocupação e ainda bem que pedem ajuda; mas em casos específicos é melhor investir numa consulta.
O serviço gratuito não se compadece com casos complicados, mas sim com questões simples; e as respostas não substituiem uma consulta de nutrição.


Agradeço,


R.C

sábado, 26 de Dezembro de 2009

Quais os cuidados básicos na preparação dos alimentos em casa?



Um conceito básico, mas fundamental no cuidado com a preparação dos alimentos, é manter a higiene e a limpeza dos mesmos, do ambiente no qual serão feitas as preparações.



Primeiro, durante a preparação, deve-se lavar as mãos. Os equipamentos, superfícies e utensílios a serem utilizados também devem ser corretamente higienizados.


Alimentos crus, principalmente carnes e peixes, devem ficar separados dos cozidos, assim como os utensílios utilizados para o manuseio. Isto é um ponto importante para evitar a contaminação cruzada. Durante o cozimento, os alimentos devem atingir uma temperatura de no mínimo 70ºC para garantir a ausência de microorganismos perigosos à saúde. Para peças grandes de carne ou aves inteiras, atentar para que seu centro também atinja a temperatura adequada. Sopas e caldos devem ferver pelo tempo mínimo de um minuto antes de ser consumidos e ao reaquecer os alimentos é necessário assegurar-se de que todas as partes recebam calor por igual.


Depois de prontos, os alimentos não devem permanecer em temperatura ambiente por mais do que duas horas. O armazenamento no frigorifico pode durar até cinco dias, ou menos dependendo das características do alimento, sob temperatura ideal de 4ºC. É importante que os alimentos sigam a seguinte disposição no frigorifico visando à não-contaminação de uma preparação para outra: na prateleira inferior ficam os alimentos crus; na superior, os alimentos cozidos e prontos para o consumo e nas prateleiras intermediárias, armazenar os alimentos semi-prontos.



Quanto à etapa de descongelamento: os alimentos não devem descongelar à temperatura ambiente. Existem três maneiras para este processo: sob refrigeração; em água abaixo dos 21ºC por até quatro horas ou no forno de microondas, quando o alimento for submetido à cocção imediatamente após o descongelamento.



Vale lembrar que a água utilizada nas preparações deve ser filtrada ou fervida. Os vegetais, legumes e frutas que são consumidos com a casca devem ser higienizados com água sanitária própria para este fim, obedecendo a diluição de 10 ml ou 1 colher de sopa rasa para 1 litro de água, ou com hipoclorito de sódio, seguindo as instruções do fabricante.

sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Náuseas e vómitos no primeiro trimestre da gravidez. como evitar





As náuseas e vômitos são comuns no primeiro trimestre da gravidez. Quais as recomendações para evitá-los?



1. Náuseas e vômitos leves: - evitar ansiedade, barulho, calor, odores e preparo alimentar; - fracionar as refeições em pequenas porções; - evitar café, chá e alimentos gordurosos e condimentados; - evitar frutas cítricas e água ao levantar-se; - ingerir líquidos e sólidos separadamente; - ingerir alimentos aquosos (melancia) na dificuldade de ingestão de líquidos; - ingerir alimentos secos pouco antes de levantar; - não ingerir antipiréticos sem orientação médica; - não tomar anti-ácidos que contêm bicarbonato de sódio. 2. Náuseas e vômitos moderados: - mesmas recomendações das náuseas e vômitos leves; - drogas podem ser úteis desde que sejam recomendadas pelo médico. 3. Náuseas e vômitos graves: Estas podem ser definidades como graves quando apresentam um ou mais dos sintomas como: náusea e vômito intratáveis, acetonúria, cetose, dano renal e hepático, distúrbios neurológicos, hemorragia retinal e perda de peso maior do que 5%. Na vigência de náuseas e vômitos graves, a paciente deve: - receber hidratação intra-venosa; - receber reposição adequada de eletrólitos; - ser avaliada imediatamente para outras doenças sistêmicas; - se necessário, iniciar nutrição enteral.

Referência Bibliográfica: 1. Way III CWV. Segredos em Nutrição: Respostas Necessárias ao Dia-a-dia: em Rounds, na Clínica, em Exames Orais e Escritos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. 2. Williams, SR.Nutrition and Diet Therapy. 8 ed., St. Louis: Mosby, 1997. 3. Peckenpaugh, NJ, Charlotte MP. Nutrition: Essentials and Diet Therapy. 8 ed., Philadelphia: W.B. Saunders Company, 1999.

Quais alimentos devem ser evitados na gestação para minimizar a azia?




Durante a gestação, a mulher sofre diversos ajustes fisiológicos. Estas modificações podem causar sintomas desagradáveis e um deles é o surgimento da azia, comum em cerca de metade das grávidas a partir do segundo trimestre da gestação. Muitas vezes, o tratamento dietético por si só é suficiente, não sendo necessária intervenção medicamentosa para o alívio deste sintoma indesejado.




Azia, ou pirose, segundo o DeCS (Descritores em Ciência da Saúde), é definida por uma dor subesternal ou sensação de ardência, normalmente associada com regurgitação de suco gástrico no esôfago ou, ainda, uma "sensação de queimação da região retroesternal, estendendo-se até a base do pescoço ou para a garganta". Quando os episódios de azia são muito freqüentes, isto pode ser indicação da presença de refluxo gastroesofágico.



Ocorre que, durante a gestação, os níveis de progesterona estão elevados, causando um relaxamento da musculatura lisa. Assim, há um retardo no tempo de esvaziamento gástrico e, associado ao relaxamento do esfíncter, o conteúdo do estômago reflui para o esôfago. Estes sintomas potencializam-se ainda mais no último trimestre de gestação, quando o útero está bem maior e começa a comprimir o estômago, dificultando ainda mais o esvaziamento do mesmo.

A melhor maneira de driblar a azia durante a gravidez é evitar consumir certos alimentos e bebidas ditos como estimulantes da secreção ácido-gástrica, que retardam o esvaziamento gástrico. Sendo assim, o tratamento dietético consiste em retirar da dieta condimentos, molhos picantes, enlatados, alimentos gordurosos, doces, cremes, chocolates, frutas ou sucos cítricos, bebidas gaseificadas, café, chá e álcool. O fumo, estresse e ansiedade também entram como agravantes dessa manifestação clínica.


Outras recomendações como fracionar a alimentação, diminuir o volume de cada refeição, mastigar corretamente os alimentos, não deitar após as refeições e/ou elevar a cabeceira da cama também ajudam a diminuir o sintoma.

Iara Waitzberg Lewinski

Ingestão de leite pela mãe influi no peso do bebé



Mulheres grávidas dinamarquesas que participaram de um grande estudo de coorte entre 1997 e 2002 foram selecionadas agora para uma análise específica do peso ao nascer de seus bebês confrontado com a quantidade de leite de vaca ingerida na gravidez. O trabalho envolveu a tomada de recordatórios alimentares de 50.117 gestantes e dos dados de seus filhos, excluindo-se gêmeos ou segundo filho. A média geral de ingestão foi de 3,1 +- 2 copos de leite ao dia, mas observou-se que, no grupo que consumia 4 a 5 copos ao dia, o peso ao nascer foi de cerca de 100 g superior.


Um achado importante do trabalho é que o risco de nascer com baixo peso (“pequeno para a idade gestacional”) diminuiu conforme aumentou a ingestão de leite pela mãe durante a gravidez. Em compensação, as mulheres que tomavam mais de seis copos ao dia tinham risco aumentado de (em 59%) de terem bebês grandes demais para a idade gestacional, quando comparadas com aquelas que não tomavam leite. A ingestão de leite pela mãe durante a gravidez se associou com redução de risco de peso baixo ao nascer, aumento do risco de peso alto, aumento no peso médio ao nascer, da circunferência abdominal, peso da placenta, altura (comprimento) do bebê e na circunferência do crânio ajustada para idade.


A respeito das razões para o achado, os autores comentam: “Muitos fatores contribuem para o crescimento fetal. O cálcio é uma possibilidade. Mas nossa observação sugere que a proteína, e não a gordura do leite estava relacionada com o crescimento. A proteína do leite associou-se com o peso ao nascer, enquanto a proteína de outras fontes, não-lácteas, não se associou, o que aponta para a proteína específica do leite como fator causal.” E vão além: “Esse achado é compatível com a possibilidade de que hormônios peptídicos como o IGF-I, um determinante da velocidade de crescimento em crianças, sejam o fator causal. Isso nos faz lançar a hipótese de que substâncias solúveis em água presentes no leite promovam o crescimento fetal”.



Os pesquisadores alertam, ao mesmo tempo, para o fato de que a ingestão de leite não se associou somente com a diminuição do risco de nascer com baixo peso, mas também com o aumento do risco de nascer grande, e que o crescimento acelerado pode ser fator de risco para obesidade, câncer de mama e redução da longevidade. “Mais pesquisa é necessária para identificar os fatores causais no leite de vaca e examinar se o possível efeito estimulante do crescimento no leite de vaca é benéfico ou deletério para a saúde do feto no curto prazo também”.

Patricia Legullo

Pirâmide alimentar para crianças de dois a três anos

Com a finalidade de promover orientação nutricional e hábitos alimentares saudáveis para crianças de dois a três anos de idade, fez-se a adaptação da Pirâmide Alimentar. A pirâmide foi baseada em dieta padrão (1.300 kcal) com seis refeições, calculadas de acordo com as recomendações para a idade. As porções e os equivalentes foram estabelecidos de acordo com o total de energia de cada alimento, utilizando-se o software Virtual Nutri. A pirâmide alimentar apresenta-se como um instrumento importante para orientação nutricional, servindo como guia para o planejamento de uma alimentação saudável para crianças de 2 a 3 anos de idade.






Foi avaliada a distribuição percentual dos macronutrientes em relação ao valor energético total, obtendo-se 15% para proteínas, 59% para carboidratos e 26% para lipídios. Foram calculados ainda os valores para ferro total e ferro biodisponível.





Os alimentos estão organizados em oito grupos: arroz, pão, massa, batata, mandioca (5 porções), verduras e legumes (3 porções), frutas (3 porções), carnes e ovos (2 porções), leite, queijo e iogurte (3 porções), feijões (1 porção), óleos e gorduras (1 porção) e açúcares e doces (1 porção).

 
Referência (s): Philippi ST, Cruz ATR, C ACA. Food guide pyramid for young children 2 to 3 years old. Rev Nutr. 2003;16(1):5-19. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732003000100002&lng=es&nrm=iso.

 



Por:Nutritotal

Pirâmide alimentar vegetariana

A pirâmide alimentar vegetariana foi aprovada pela Associação Dietética Americana (ADA), em 1997, junto com orientações de seus benefícios à saúde. De acordo com a ADA, a dieta vegetariana oferece benefícios à saúde, na prevenção e tratamento de certas doenças, devido à baixa ingestão de gordura saturada, colesterol e proteína animal, e está recomendada para todos os ciclos da vida. A pirâmide alimentar orienta seus seguidores para a prevenção de deficiências de nutrientes.
























Por: nutritotal

Pirâmide alimentar para diabéticos

O consumo das menores porções dessa pirâmide corresponde a 1600 kcal e as maiores equivalem a 2800 kcal. Porém, a quantidade que cada indivíduo deverá consumir dependerá do estilo de vida, atividade física, preferência alimentares, dentre outros. O nutricionista deverá orientar o paciente na escola da dieta, com base na pirâmide.




Essa pirâmide distribui os alimentos de acordo com a quantidade de proteína e carboidrato, ao invés de sua classificação como um alimento. Por exemplo, o queijo está junto com o grupo das carnes, ao invés de estar no grupo do leite. Alem disso, para ter a mesma quantidade de carboidrato, por exemplo, as porções acabam sendo menores.



Veja abaixo as quantidades recomendadas para cada porção.



Grãos e fontes de carboidrato*: 6-11 porções por dia.



Uma porção corresponde a:

1 fatia de pão

¾ de copo de cereal cru

½ copo de cereal cozido

½ copo de batata, ervilha, milho ou feijão cozido

1/3 de copo de arroz ou macarrão



*como amido ou farinha refinada





Vegetais: 3-5 porções por dia.



Uma porção corresponde a:

1 copo de vegetais crus

½ copo de vegetais cozidos





Frutas: 2-4 porções por dia.



Uma porção corresponde a:

½ copo de fruta enlatada

1 fruta fresca pequena

1 copo de melão

1 ¼ de morangos inteiros





Leite: 2-3 porções por dia.



Uma porção corresponde a:

1 copo de leite sem gordura ou com pouca gordura

1 copo de iogurte





Carnes e substitutos: 4-6 porções por dia divididas em duas refeições.



Correspondente a cerca de 30 g de carne:

¼ de copo de queijo

1 ovo

½ copo de tofu





Gorduras, doces e álcool: Utilizar somente em ocasiões especial e em pequenas porções!



As porções incluem:

½ copo de sorvete

2 bolinhos



Referência (s): American Diabetes Association. Using the Diabetes Food Pyramid. Disponível em: http://www.diabetes.org/nutrition-and-recipes/nutrition/foodpyramid.jsp.
 
 


Por:Nutritotal